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Um cristão foi morto por causa de sua fé a cada seis minutos, em 2016

02 JAN 2017
02 de Janeiro de 2017

Um cristão foi morto por sua fé a cada seis minutos em 2016, segundo dados do Centro de Estudos sobre as Novas Religiões (CESNUR, na sigla em inglês).

Conforme o diretor do instituto, Massimo Introvigne, cerca de 90 mil cristãos foram mortos por sua fé. Dentre essas mortes, 63 mil (70%) foram provocadas em conflitos na África, um número menor do que o registrado em 2014 (105 mil).

O CESNUR acredita que a maioria desses cristãos foram mortos por se recusarem a usar armas em favor da guerra. Outros 30% (27 mil) perderam as vidas em ataques terroristas, com a destruição de aldeias cristãs e a perseguição do governo, como acontece na Coréia do Norte.

Além disso, entre 500 e 600 milhões de cristãos não podem professar livremente sua fé em diversos países do mundo.

"Sem querer esquecer ou minimizar o sofrimento de membros de outras religiões, os cristãos são o grupo religioso mais perseguido no mundo", concluiu Introvigne.

O pesquisador observa que caso as estatísticas mostrassem apenas os cristãos que receberam uma escolha direta — negar a fé ou morrer — os mártires seriam considerados algumas centenas. No entanto, os estudos também incluem pessoas assassinadas por outras práticas da fé cristã.

"Se você conversar com familiares de pessoas que foram mortas por serem cristãos, de forma geral, poderá entender como chegamos ao número total de 90 mil, que representa uma morte a cada seis minutos", disse ele.

Introvigne revelou que o número de cristãos assassinados em 2016 é semelhante ao número de muçulmanos mortos. "Muçulmanos geralmente são mortos por outros muçulmanos. É comum ver muçulmanos xiitas sendo mortos por muçulmanos sunitas e sunitas são mortos por xiitas”, observa.

O pesquisador elogiou a "atitude tranquila, nobre e muitas vezes exemplar das minorias cristãs sujeitas a todo tipo de assédio, que apenas respondem com violência em casos raros”. “Na maioria dos casos, eles pacificamente demonstram sua fé a seus perseguidores, perdoando e orando por eles”, afirmou.

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