Menu

Louvor e 
Adoração 

 IGREJA PERSEGUIDA - REPÚBLICA ISLÂMICA DO AFEGANISTÃO

31 JUL 2018
31 de Julho de 2018

 - O Afeganistão, devido ao aumento nas pontuações de pressão e perseguição religiosa, aproximou-se muito da Coreia do Norte, que ocupa a 1ª colocação na Lista Mundial da Perseguição. Embora a situação dos cristãos nos dois países seja muito diferente, em termos de pontuação, eles só diferem ligeiramente por conta de uma menor violência no Afeganistão. Ambos atingem a pontuação máxima em todas as esferas da vida, combinados com um nível muito alto de violência dirigido contra os cristãos.

O aumento geral da pontuação tem dois motivos principais: um é a ênfase mais forte na fidelidade tribal e aplicação das leis tribais. O segundo motivo é um aumento da insurgência - não só o Estado Islâmico se juntou ao Talibã no Afeganistão, como também passou a controlar uma quantidade cada vez maior do território do país.

O Afeganistão é um país instável, marcado pelo extremismo islâmico e que não experimenta liberdade e paz há séculos. Extremistas lutam contra as tropas do governo afegão no nordeste do país e atacam minorias. Grupos como o Talibã e o Estado Islâmico demonstraram seu poder em uma onda de ataques em 2016.

Em um país listado pela Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos, em 2015, como uma nação que viola gravemente padrões de liberdade religiosa, a situação da igreja é cada vez mais difícil. Devido a tamanha insegurança, é quase impossível que cristãos se reúnam abertamente em comunidade. Por isso, não há igrejas públicas no Afeganistão. 

Por causa das pressões política e social, manter em sigilo a fé em Jesus acaba sendo a opção de muitos muçulmanos que se convertem. A perseguição é extrema em todas as esferas da vida, especialmente para cristãos ex-muçulmanos, que enfrentam pressão da família, comunidade e nação para negar a fé. Muitos foram mortos depois que a conversão foi descoberta; outros foram levados a clínicas psiquiátricas, já que ninguém em perfeito juízo abandonaria o islamismo; muitos têm suas propriedades destruídas ou repassadas para outros. Fatos que acontecem até mesmo diante da mera suspeita de que se tornaram cristãos.

Assim, se encontram em secreto, o que faz a Igreja Perseguida necessitar de instrução bíblica e líderes preparados. Os cristãos, em sua maioria, ficam sozinhos ou em pequenos grupos. Mesmo assim, muitos permanecem firmes em meio à forte perseguição e, apesar de todos os perigos, o cristianismo continua a crescer.

A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS

Oficialmente, não há cristãos neste país de massiva maioria muçulmana, além de militares internacionais, diplomatas e trabalhadores de ONGs. Os cristãos nativos (em especial ex-muçulmanos) se escondem ao máximo.

Afirma-se que, no porão da embaixada italiana, ainda haja uma igreja legalmente reconhecida – a única no país – mas não é publicamente acessível e, portanto, só serve cristãos estrangeiros.

Não existem denominações no Afeganistão. A Portas Abertas registra a presença de seguidores de Cristo individuais e pequenos grupos de cristãos, mas nenhuma igreja organizada, estrangeira e de nativos. Assim, prefere não dar um número exato, já que a conversão é uma decisão muito perigosa tomada pelos ex-muçulmanos. Há inúmeras congregações de cristãos afegãos no exterior, segundo relatado pelo jornalThe Guardian em 2010. 

A crescente influência do Estado Islâmico e a criação da Província Islâmica do Estado de Khorasan enfatizaram mais uma vez que o Afeganistão não carece de grupos radicais que desprezam qualquer ensinamento cristão, e não hesitam em atacar tudo que se perceba como cristão. 

Cristãos estrangeiros continuam sendo alvos de militantes islâmicos, mesmo que eles não testemunhem explicitamente a fé cristã, mas sejam empregados por instituições de caridade motivadas pela fé cristã. 

O termo “sociedade civil” é praticamente desconhecido, de modo que os grupos de pressão que cuidam do desenvolvimento social, das questões das mulheres, das minorias ou dos direitos humanos influenciarão pouco para o desenvolvimento político do país.

Os grupos que apoiam o Estado de Direito, a participação no processo político ou a responsabilidade governamental, são rapidamente suspeitos de serem agentes da comunidade internacional, promovendo a agenda do Ocidente. Essas acusações não são apenas do governo, mas também da sociedade.

Essa mentalidade torna mais fácil para qualquer tipo de insurgentes mobilizarem um grande número da população a se opor a “ocupantes estrangeiros” que são rotulados como não-fiéis. Isso parece aplicar-se também às organizações não-governamentais ocidentais que trabalham no país, incluindo os poucos cristãos.  

Ser um cristão afegão significa ter coragem, chamado e obediência. Quando você nasce no Afeganistão, você já é considerado muçulmano; portanto, é como se não houvesse escolha do que – ou a quem – seguir. 

A República Islâmica do Afeganistão não permite que nenhum cidadão afegão se torne cristão nem reconhece os convertidos como tal. A conversão é vista como apostasia e motivo de vergonha para a família e comunidade. Portanto, novos convertidos permanecem como cristãos secretos o quanto podem.

Todos os cristãos de nacionalidade afegã são convertidos de origem muçulmana. Se descobertos, eles enfrentam discriminação e hostilidade (incluindo a morte) nas mãos da família, amigos e comunidade. 

A cultura está enraizada nas tradições familiares e tribais. Se alguém se atreve a se voltar contra suas tradições para abraçar algo novo, enfrenta alta pressão para retornar às antigas práticas. Se isso não acontece, tal pessoa é vista como traidora, e consequentemente, excluída.

Uma vez que o Afeganistão é por constituição um estado islâmico, todas as outras religiões são vistas como estranhas ao país e, consequentemente, funcionários do governo têm sido hostis em relação a qualquer sinal de cristianismo. Isso é ainda mais verdadeiro para líderes de grupos étnicos, religiosos e cidadãos.

A comunidade tribal no Afeganistão é muito mais forte e mais importante do que o Estado. Qualquer pessoa que troca a religião pelo cristianismo é vista como alguém que nega as raízes. Na maioria dos casos, a conversão traz vergonha para a família, que fará tudo que estiver ao seu alcance para levar o convertido de volta ao islã. Além disso, militantes islâmicos radicais, como o Estado Islâmico ou os talibãs, estão ampliando o controle e dominando mais de 40% do país.

Em muitos casos, os convertidos são simplesmente considerados loucos, pois ninguém ousar deixar o islã. Se o novo cristão não voltar à antiga fé, pode acabar em um hospital psiquiátrico, violentado por vizinhos e amigos ou ter a casa destruída.

Dependendo da família, ele pode até ser morto. Por outro lado, quando a família testemunha o poder de Cristo na vida do parente convertido a Cristo pode acontecer de toda a família também se converter. Nesses casos, isso deve ser mantido em secreto. Devido à pressão extrema, alguns cristãos têm de sair do país.

Todos os atos de adoração colocam os cristãos em risco. À medida que todas as "mudanças" religiosas são notadas e relatadas, isso geralmente significa que as famílias precisam se deslocar pela pressão da vizinhança e influência do grupo Talibã ou do Estado Islâmico. 

O assassinato de uma alemã e o sequestro de uma cidadã finlandesa em maio de 2017 (ambas mulheres que trabalhavam para a agência de ajuda sueca, Operation Mercy, em Cabul), mostra o perigo que enfrentam os cristãos no país. Não está claro se as vítimas foram atacadas porque eram vistas como missionárias cristãs. 

Fonte - site Portas abertas 

Voltar


Tenha também o seu site. É grátis!